Roberto Abraham Scaruffi

Monday, 6 June 2011


Refugees United Brasil



Posted: 05 Jun 2011 12:24 PM PDT
Fonte: G1
Manifestantes pró-palestinos protegem-se de disparos israelenses neste domingo (5) em Majdal Shams, nas colinas de Golan (Foto: AP)
Número de mortos chega a 18, e de feridos, a 225, diz TV estatal síria. Manifestantes tentaram passar cerca na fronteira do território disputado.
Tropas de Israel abriram fogo neste domingo (5) contra manifestantes sírios e palestinos que tentavam cruzar a linha de cessar-fogo nas colinas de Golan, ocupadas por Israel.
O confronto deixou pelo menos 18 mortos e 225 feridos, segundo a TV estatal síria. Entre os mortos, estaria uma mulher e uma criança.
O Exército de Israel afirmou que os disparos foram feiros, mas disse que não tinha como confirmar a existência de vítimas.
A televisão síria exibiu imagens de vários jovens tentando escalar uma cerca de arame farpado na fronteira. Outras imagens mostraram soldados israelenses em um tanque atirando contra os manifestantes.
“Qualquer um que tentar cruzar a fronteira será morto” , gritaram soldados israelenses para a multidão, através de alto-falantes, nas colinas ocupadas por Israel.
Exército e a polícia israelenses estavam em alerta máximo neste domingo ante a possibilidade de manifestações palestinas no 44º aniversário do que os palestinos chamam de “Naksa”, a derrota das forças árabes para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, que definiu as atuais e contestadas fronteiras da região.
‘Moderação’
Horas antes da violência explodir, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que ele tinha ordenado às forças de Israel que agissem com moderação, mas com determinação, para impedir qualquer violação das fronteiras.
“Para a minha tristeza, hoje existem extremistas ao nosso redor, tentando violar nossas fronteiras e ameaçar nossas cidades e nossos cidadãos. Não vamos permitir que isso aconteça”, disse Netanyahu ao seu ministério.
Enfrentando manifestantes que agitavam bandeiras palestinas, atiradores israelenses se posicionaram ao longo da fronteira síria. Um observador posicionado perto dos atiradores via os manifestantes com binóculos de longo alcance.
Em certo momento, os manifestantes de uma trincheira viraram-se para o leste em direção à Meca e rezaram.
Não houve relatos de incidentes ao longo da fronteira libanesa.
Na Cisjordânia ocupada, cerca de 100 manifestantes palestinos se dirigiram até um posto de controle militar israelense, onde os soldados dispararam gás lacrimogêneo, e o grupo se dispersou.
Um médico palestino disse que 14 palestinos foram feridos por balas de borracha nos confrontos entre jovens que atiravam pedras e forças israelenses, que também utilizaran um “gambá móvel” um veículo que asperge um líquido fedorento nos manifestantes.
Autoridades israelenses disseram que o presidente sírio Bashar al Assad deu sinal verde para os protestos em Golan, para tentar desviar a atenção internacional da sua repressão sangrenta à revolta popular contra o seu regime autoritário.
Os protestos de manifestantes desarmados na fronteira aumentaram as preocupações de Israel de que os palestinos, inspirados pelas revoltas populares no mundo árabe, adotaram uma nova tática calculada para atrair uma resposta violenta e aumentar a simpatia mundial pela sua causa.
Os palestinos abandonaram as conversações de paz patrocinadas pelos EUA, pouco depois do seu início, em setembro do ano passado, numa disputa com Netanyahu sobre a ampliação de assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Na reunião ministerial de domingo, Netanyahu respondeu com frieza à proposta da França de convocar os negociadores israelenses e palestinos a Paris, dizendo que os EUA podem querer buscar uma iniciativa própria.
“Vamos ver como a proposta (francesa) se encaixa com as outras. É claro que não é possível implementar todas elas, e é melhor nos concentrarmos em uma única proposta e fazer com que ela avance”, disse o premiê.

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Posted: 04 Jun 2011 06:23 PM PDT
Fonte: Rádio ONU
Por Eleutério Guevane
Graves violações
Em maio, houve aumento de 46% no número de ferimentos em crianças menores de cinco anos na capital; OMS aponta queimaduras, ferimentos no peito e hemorragias internas como principais causas de morte.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, chamou a atenção para o considera graves violações dos direitos das crianças diariamente cometidas na Somália.
A agência aponta para um aumento de 46% no número de ferimentos em crianças menores de cinco anos na capital Mogadíscio, em Maio, sublinhando a sua vulnerabilidade no conflito.
Confrontos
O país é alvo de confrontos entre grupos faccionais que se seguiram ao colapso do governo, há 20 anos. Actualmente, milícias al-Shabaab combatem o governo de Governo Federal de Transição.
A embaixadora brasileira junto da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o conflito somali é alvo da atenção da ONU e da União Africana. Após integrar uma delegação do Conselho de Segurança, que recentemente visitou África, a diplomata pediu intervenção política consistente para consolidar os ganhos obtidos pelas forças internacionais.
Segurança
“Tem sido possível obter ganhos em matéria de segurança, conquistar espaço e isso é preciso que seja reforçado com um processo político que permita levar o Estado a regiões que acabam de ser conquistadas e (também) serviços públicos para que a população possa sentir os dividendos da paz”, apontou.
Uma nota do Unicef aponta que crianças enfrentam sofrimento contínuo no que classifica de “um dos mais extremos, indiscriminados e complexos conflitos do mundo actual.”
Fogo Cruzado
Chamando a atenção para o que considera graves violações dos direitos humanos, o Unicef indica que crianças são alvos de violência intensa e estão expostas ao risco de morte, mutilações ou ferimentos. Além do fogo cruzado, os riscos apontados pela agência incluem o recrutamento ou uso de menores, pelas  partes, na linha da frente.
Nesta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, reportou que as principais causas de morte infantil eram queimaduras, ferimentos no peito e hemorragias internas devido a explosões, estilhaços e balas.
Estima-se que 2,4 milhões de pessoas, o equivalente a um terço da população da Somália, precisam de auxílio como resultado de duas décadas de conflitos no país do Corno de África.

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