- ACNUR promove debate sobre refúgio e assistência humanitária nas cidades
- Aumento de solicitantes de refúgio em países industrializados é um mito, diz chefe do ACNUR
- Ban pede medidas para proteger moradores de favelas
| Posted: 23 Mar 2010 12:03 PM PDT ![]() As novas tendências do refúgio nas cidades e os desafios da assistência humanitária em zonas urbanas serão debatidos no evento “Refugiados, Deslocamento e Emergências nas Cidades: A Nova Fronteira Humanitária”, que o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) realiza amanhã (24/03), na sala W3-5 do V Fórum Urbano Mundial, no Rio de Janeiro, das 12h00 às 13h30. O evento contará com expositores nacionais e internacionais, e será seguido de uma entrevista coletiva no local. Serão apresentadas as recomendações dos “Diálogos sobre Desafios de Proteção para Refugiados Urbanos”, promovido pelo ACNUR no ano passado, em Genebra, como também os resultados do Grupo de Trabalho Interagencial da ONU sobre Desafios Humanitários em Áreas Urbanas. “A urbanização da sociedade e a movimentação de refugiados, deslocados internos e retornados em direção às cidades são tendências irreversíveis, que apresentam desafios para as autoridades municipais, agências internacionais e ONGs envolvidas com o trabalho humanitário”, avalia o representante do ACNUR no Brasil, Andres Ramirez, que será um dos expositores. Atualmente, aproximadamente a metade dos 10,5 milhões de refugiados atendidos pelo ACNUR vive em cidades. Além do ACNUR, participarão do evento o coordenador-geral do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), Renato Zerbini, o Diretor da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, Cândido da Ponte Neto, e representantes do UN Habitat, do Conselho Norueguês para Refugiados e da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (das Nações Unidas). O V Fórum Urbano Mundial é o maior evento urbanista do planeta e esta edição acontece na Zona Portuária do Rio. Seu tema central é “O Direito à Vida: Unindo o Urbano Dividido”. Criado por decisão da Assembléia Geral das Nações Unidas em 2001, o fórum reúne regularmente agentes governamentais, representantes da sociedade civil e do setor privado para debater o problema da rápida urbanização. Hoje, é o congresso mais importante sobre gestão do crescimento das cidades. Mais de 15 mil pessoas foram inscritas para o Fórum, entre governantes, parlamentares, autoridades locais, representantes da sociedade civil e do setor privado, acadêmicos e profissionais da área. O V Fórum Urbano Mundial acontece no Armazém 5 do Cais do Porto, localizado à Avenida Rodrigues Alves, 10, próximo à Praça Mauá. O evento “Refugiados, Deslocamento e Emergências nas Cidades: A Nova Fronteira Humanitária” acontece nesta quarta-feira (24/03), das 12h00 às 13h30. Maiores informações com o Oficial de Informação Pública do ACNUR no Brasil, Luiz Fernando Godinho, pelo telefone (61) 8187.0978 ou e-mail godinho[arroba]unhcr.org Fonte: ACNUR Arquivado como:Notícias ![]() |
| Posted: 23 Mar 2010 11:55 AM PDT ![]() As solicitações de refúgio nos países industrializados se estabilizaram em 2009, revela relatório estatístico do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) sobre níveis e tendências de refúgio nestes países. “A idéia de que existe uma enxurrada de solicitantes de refúgio em países industrializados é um mito”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. “Apesar do que alguns populistas afirmam, nossos dados mostram que estes números estão estáveis”, afirmou. O relatório do ACNUR revela que, comparado com 2008, as solicitações de refúgio permaneceram praticamente iguais às do seguinte, com cerca de 377 mil solicitações, apesar de disparidades regionais significantes. O número de solicitações de refúgio cresceu em 19 países, e caíram em outros 25. Um dos destaques é a região dos países nórdicos, onde foi registrado um crescimento de 13% nas solicitacões (51.100 em 2009), a mais alta em seis anos. Ao mesmo tempo, o número de solicitações no sul da Europa caiu cerca de 33%, totalizando 50.100 mil pedidos – com quedas mais acentuadas na Itália (-43%), Turquia (-40%) e Grécia (20%). Solicitações de afegãos em alta Os afegãos lideram a lista de solicitantes de refúgio em 2009, com 26 mil pedidos (45% a mais que 2008). Os iraquianos caíram para o segundo lugar, com cerca de 24 mil solicitações, enquanto que os somalis ocupam a terceira posição com 22,6 mil solicitações. Entre os principais países de origem de solicitantes também estão Rússia, China, Sérvia e Nigéria. O relatório anual do ACNUR analisa as tendências e níveis de refúgio em 27 países da União Européia, além de Albânia, Bósnia e Herzegovina, Croátia, Islândia, Liechtenstein, Montenegro, Noruega, Sérvia, Suíça, a ex-República Iugoslava da Macedônia e a Turquia. Também cobre Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Nova Zelândia e a República da Coréia. Os Estados Unidos siguem sendo o principal país de destino pelo quarto ano consecutivo, com 13% de todas as solicitações (cerca de 49 mil pessoas, particularmente da China). Em segundo lugar vem a França, que recebeu 42 mil novas solicitações em 2009 (19% a mais que em 2008) devido ao crescimento de pedidos feitos por cidadãos sérvios originários predominantemente de Kosovo. Canadá, embora ainda esteja em terceiro lugar entre os países de destino, verificou uma queda de 10% nas solicitações feitas em 2009, se comparadas com 2008, chegando a 33 mil casos (com uma queda significativa entre mexicanos e haitianos). Em seguida vem o Reino Unido, que também registrou a taxa mais baixa em 15 anos (cerca de 29,8 mil solicitações). Por outro lado, os pedidos na Alemanha subiram 25%, chegando a 27,6 mil solicitações em 2009 (garantindo a quinta posição entre os países de destino). Juntos, este cinco países somaram 48% de todas as solicitações registradas em 2009 no mundo desenvolvido. Em relação os países de origem, quase metade do total de 377 mil solicitações se originam da Ásia e do Oriente Médio (45%), seguidos por África (29%), Europa(15,5%) e Américas (9%). A íntegra (em inglês) do relatório “Asylum Levels and Trends in Industrialized Countries, 2009” está disponível no site do ACNUR, em http://www.unhcr.org/4ba7341a9.html Fonte: ACNUR Arquivado como:Notícias ![]() |
| Posted: 22 Mar 2010 05:30 PM PDT Ban Ki-moon enfatizou que na última década o número de moradores de favelas cresceu de 776 milhões para mais de 827 milhões; 5º Fórum Urbano Mundial teve início esta segunda-feira, no Rio de Janeiro. O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que as péssimas condições de vida nas favelas são uma violação dos direitos humanos. Em mensagem enviada para a abertura do 5º. Fórum Urbano Mundial, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, Ban afirmou que o mundo tem a responsabilidade de fazer mais por essas crianças que não tem água potável, pelas mulheres que temem pela segurança e os jovens que não tem oportunidade de educação decente. Sociedade Ele sublinhou que ajudar os moradores de favelas a recuperarem seus direitos irá fortalecer a sociedade como um todo e proteger o meio-ambiente. Ban lembrou que a conferência acontece em momento crítico, já que nas próximas décadas 2/3 da população do mundo irá morar em cidades. O Secretário-Geral disse que muitas pessoas terão que lidar com pobreza urbana devastadora e com o agravamento do impacto das alterações climáticas. Ele enfatizou que na última década, o número de moradores de favelas cresceu de 776 milhões para mais de 827 milhões. Em entrevista antes da abertura, o Ministro das Cidades do Brasil, Marcio Fortes, disse à Rádio ONU, do Piauí, que a realização do Fórum no país é muito importante. Objetivo “Durante o Fórum nós ouviremos e vamos dialogar, esse é o objetivo. Nós vamos procurar sempre abordar as questões que são trazidas por nossos colegas de outros países, de outros ministérios das cidades, de habitação, obras e saneamento, afirmou. O Fórum terá eventos temáticos, como debates sobre maior segurança para mulheres nas cidades, transporte, esportes e uma sessão dedicada exclusivamente ao Haiti. Fonte: Rádio ONU |




