Roberto Abraham Scaruffi

Wednesday, 11 August 2010

Posted: 10 Aug 2010 11:56 AM PDT
Fonte: Rádio Nederland Wereldomroep
A posição das organizações humanitárias holandesas no Afeganistão não mudou depois que os militares holandeses partiram. O incidente ocorrido no norte do país na última sexta-feira, no qual oito médicos ocidentais e dois intérpretes afegãos foram mortos, por enquanto também não teve nenhuma influência sobre a forma de atuação destas entidades.
Foto: Flickr/ISAF
Cinco organizações humanitárias holandesas estão atuando no Afeganistão sob o nome Dutch Consortium: Cordaid, Save the Children, Zoa Cuidados para Refugiados, Healthnet TPO e o Comitê Holandês para o Afeganistão.
Paralelamente, outras organizações da qual participam agentes humanitários holandeses também estão atuando no país, como Médicos Sem Fronteiras e Cruz Vermelha.


Contrato

”O Dutch Consortium tem um contrato até 2013. Isto não está ligado à presença do exército holandês”, explica Paul van der Burg, da Cordaid. Segundo ele, as organizações quiseram, conscientemente, trabalhar sem estarem ligadas aos militares ou suas datas de partida.
Van der Burg conta que houve consultas com os norte-americanos e australianos, que substituem os holandeses. Eles querem, assim como os holandeses, investir na política tribal e na solidificação das relações entre a população. “Se eles fossem atuar de maneira muito diferente, isso poderia ter consequências para a continuidade dos nossos projetos. Nós estávamos receosos”, comenta Van der Burg.
Discussão
Segundo a Cordaid a morte dos médicos e intérpretes foi um grande golpe para os agentes humanitários. Um time médico da organização Missão de Assistência Internacional (IAM) foi assassinado na última sexta-feira no nordeste do Afeganistão. O Talibã assumiu o atentado. Os médicos estariam envolvidos com trabalhos de evangelização. Mas a IAM tem dúvidas se o Talibã realmente foi responsável pelas mortes.
“Fala-se novamente na própria segurança”, diz Van der Burg. Principalmente entre agentes humanitários ocidentais e profissionais estrangeiros, mas não tanto entre agentes humanitários afegãos com os quais a Cordaid trabalha. Até agora, o incidente não provocou o êxodo de colaboradores.
Michiel Hofman, chefe da missão da organização Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão, diz não estar surpreso com a morte dos agentes humanitários. “Neste caso, o atentado chegou à mídia por se tratar de um time de médicos estrangeiros. Mas, infelizmente, ataques a postos médicos e hospitais acontecem todos os meses.”
Garantias
A organização humanitária se retirou em 2004 do país depois da morte de cinco colaboradores. No ano passado eles retornaram. Com bases totalmente diferentes, diz Hofman. “Em 2004 não havia guerra em grande parte do Afeganistão, então nosso trabalho funcionava de outra maneira. Agora nós vamos apenas a localidades acessíveis por avião. Todas as partes em conflito têm que garantir que deixarão médicos, hospitais e pacientes em paz, e nós informamos quem está trabalhando conosco. Sobre isso não pode haver mal-entendidos.”
A Cruz Vermelha também permanece ativa no Afeganistão. Segundo um porta-voz, agentes humanitários trabalham sempre sem proteção e continuam confiando nas leis de guerra, que estabelecem que serviços médicos não podem ser atacados.
“Profissionais dos Médicos sem Fronteiras sabem com o que estão lidando, diz Michiel Hofman. “Não acredito que colaboradores queiram de repente partir por causa do incidente da sexta-feira.”
“Desistir não está nos planos”
Dirk Frans, diretor da organização humanitária à qual os médicos assassinados eram ligados, a Missão de Assistência Internacional (IAM), é um holandês.

”Ajudar os mais pobres é nossa prioridade. Eu e minha mulher fomos nos anos 1970 da Holanda para Bangladesh. Hoje aquele país já está andando com as próprias pernas. Por isso, quando abriu uma vaga na IAM no Afeganistão, nos pareceu o lugar para recomeçar.”
“Desistir não está nos nossos planos. A situação de segurança modifica constantemente. Nós também trabalhamos sob o regime do Talibã. Eles não gostavam que ajudássemos a mulheres, mas isso sempre levou a soluções conciliatórias que podíamos aceitar. Nós nos adaptamos e fazemos o que podemos.”
“Estou muito triste porque pessoas que por anos fizeram missões oftalmológicas não estão mais conosco. Eram pessoas que passavam dias caminhando, com chuva e neve, por penhascos de quilômetros de altura. Agora não podemos mais fazer este trabalho. Isto é muito triste.

Filed under: Notícias

Posted: 10 Aug 2010 11:37 AM PDT
Fonte: Rádio ONU
Foto: UN Photo
A acontecer, a abertura de uma delegação da missão da ONU e da União Africana no país significa a entrada na segunda fase do mandato da missão da ONU e da União Africana neste país do Chifre da África.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que as Nações Unidas estão “a considerar seriamente” uma presença na capital da Somália, Mogadíscio.

A acontecer, a entrada da ONU na cidade fará parte da estratégia em tri-partida que a organização está a desenvolver neste país do Chifre de África, no quadro da missão conjunta com a União Africana para a Somália, Amisom.
Estabilização
A Amisom tem cerca de 8 mil elementos na Somália, como parte da primeira fase da estratégia definida por Ban Ki-moon para a estabilização deste país do Chifre de África. O mandato da ONU contempla a ajuda na capacitação do governo federal de transição e o treino de forças militares e policiais somalis.
A presença da ONU em Mogadiscio foi um dos assuntos aborados entre Ban Ki-moon e o chefe do Escritório Político da ONU para a Somália, Augustine Mahiga, num encontro em Nova Iorque.
No final, Ban declarou que Augustine Mahiga ficou encarregado de tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança.
É por falta de segurança que o Escritório Político da ONU para a Somália se encontra localizado em Nairobi, no Quênia.
Presença
A vontade de realizar a transferência para a capital somali é um objetivo que remonta ao anterior chefe do escritório, Ahmed Ould-Abdalla, que no passado sugeriu ao Secretário-Geral da ONU que se estabelecesse em Mogadiscio uma área de segurança, à semelhança do que é feito noutras cidades.
Para Ould-Abdalla, só através da presença junto das vítimas da fome, da violência e dos vários abusos se “poderá trabalhar de forma eficaz a favor da paz com os somalis e enfrentar as necessidades de ajuda humanitária”.