Roberto Abraham Scaruffi

Sunday, 15 August 2010

Posted: 14 Aug 2010 11:49 AM PDT
Fonte: Rádio ONU
O atentado duplo em Kampala, há um mês, lança a suspeita de que a instabilidade em território somali já tenha saltado fronteiras e atingido países vizinhos.
Foto: WFP
O representante especial do Secretário-Geral da ONU para a Somália, Augustine Mahiga, acredita que o conflito neste país do Chifre de África está a espalhar-se para os países vizinhos.
Numa carta de condolências depois do duplo atentado de há um mês em Kampala, capital do Uganda, Mahiga escreveu que os ataques confirmam as “ramificações regionais e internacionais” do conflito somali.



Preocupação internacional
Os atentados são atribuidos a um dos grupos rebeldes da Somália conhecido como Al-Shabaab, que terá reivindicado a ação que matou mais de 70 ugandeses e pessoas de outras nacionalidades que se encontravam reunidas para ver a final do campeonato do mundo de futebol.
Augustine Mahiga disse que “a tragédia de Kampala despertou a atenção e preocupação internacionais”.
Acrescentou que pelo Uganda passaram várias decisões relacionadas com o conflito somali , quer da União Africana quer da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento.
O representante especial de Ban Ki-moon considera que as prioridades fundamentais para a Somália são “a reconciliação com base no diálogo, na inclusão de todas as opiniões políticas, segurança, ação humanitária e reconstrução”.
Oportunidade
Na carta, Mahiga louva o trabalho que está a ser feito para elaborar uma nova constituição somali, que entende ser uma das tarefas essenciais do goveno federal de transição. Disse que se trata “de uma oportunidade única para os somalis desenharem o seu destino”.
Augustine Mahiga destaca a importância de se criarem instituições públicas e da haver uma rede de serviços públicos.
Disse que “não há dúvidas que áreas como a educação, saúde, água e saneamento continuam a ser críticas para o dia a dia do povo da Somália” e que a diáspora tem um papel importante na melhoria dessas condições.

Filed under: Notícias
Posted: 14 Aug 2010 11:38 AM PDT
Fonte: Vermelho

O ilustrador Rob Chiu sempre produz animações engajadas com temas sociais. Black Day to Freedom é mais um exemplo de seu profissionalismo. O curta é uma bela e comovente animação que faz refletir sobre o drama dos refugiados, sobre o problema da imigração e das fronteiras. O filme é extremamente bem feito e foi tão bem sucedido que gerou um livro com mesmo nome.

Ficha técnica:
Sinopse: Um dia ensolarado. A família feliz. Quem imaginaria que ia terminar assim.
Gênero: Animação
Diretor: Rob Chiu
Ano: 2005
Duração: 4min
Cor: Colorido
Bitola: Beta Digital
País: Inglaterra

Filed under: Notícias
Posted: 13 Aug 2010 06:34 PM PDT
Fonte: Portal Amazônia
Foto: Reprodução TV Amazonas
Atualmente aguardam em Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus) a aprovação do Protocolo de Refugiado, 130 haitianos. Segundo eles o atendimento, feito pela Policia Federal, que antes era de seis ao dia diminuiu para apenas um. A mudança ocasionou a permanência da maioria na cidade por até dois meses e adiando a viagem para outras cidades como Manaus.
Para manter a assistência aos haitianos, o padre Gonçalo Inácio, representante da Pastoral da Mobilidade Humana da Diocese do Alto Solimões, conta com doações da população de Tabatinga.

- O grande número de haitianos não era previsto, para tentar resolver o problema,  a Diocese pede à Policia Federal que faça um mutirão para atender os 130 haitianos que estão nas igrejas e em contrapartida se compromete a não receber mais nenhum haitiano nas instalações da paróquia até que o governo brasileiro apresente uma proposta para a situação.
Pedidos
Em nota a Delegacia da Policia Federal de Tabatinga informou que no primeiro semestre deste ano recebeu e encaminhou ao Comitê Nacional Para Refugiados (Conare), aproximadamente 130 pedidos de refúgio dos haitianos, atendendo quatro solicitações por dia, mas como os pedidos continuaram crescendo em proporções desiguais ao que o quadro de funcionários  do setor de imigração.
A nota diz ainda que o setor possui apenas um agente federal e duas funcionárias contratadas não poderia dá conta, e em virtude disto, teve que reduzir os atendimentos diários aos haitianos para que os demais procedimentos migratórios não fossem prejudicados. (JK)