Roberto Abraham Scaruffi

Wednesday, 19 December 2012

Ricardo Gama



Posted: 18 Dec 2012 04:04 PM PST
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Motivo estou me organizando, passei o dia todo vendo a questão da rádio do blog que tenho que ser mais cuidadoso.

Ricardo Gama
Posted: 18 Dec 2012 02:10 PM PST
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Hummm....

Não vai dar certo, a conferir, que o bom senso e a ordem prevaleça.
  
Jornal do Estado de SP


BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), acusou nesta segunda-feira, 17, o Supremo Tribunal Federal (STF) de ter "invadido prerrogativas" e "usurpado" funções do Congresso ao determinar a cassação de três parlamentares condenados no julgamento do mensalão, quando a Constituição, a seu ver, determina claramente que essa competência é do Poder Legislativo. "Quando uma matéria julgada pelo STF não condiz com o que prevê a Constituição, é sinal de que houve uma ingerência de um poder em outro, que tem garantido seu direito de tratar sobre a cassação de mandato de parlamentares", afirmou.


Mas ele ressalvou que a decisão da Corte foi "precária", por escassa maioria de 5 X 4 e anunciou que vai recorrer e confia na revogação da medida. Num aparente recuo, Maia não repetiu a ameaça de descumprir a sentença do tribunal e enfatizou que confia na revisão da medida. A atitude que a Câmara terá em todos os momentos é a do cumprimento da constituição de forma radical, sem casuísmo, sem mudança de opinião ao bel prazer do momento, ou da conjuntura política".

Sua observação era uma referência indireta à mudança de postura do decano do STF, o ministro Celso de Mello. Autor do voto de desempate, Mello havia se manifestado, em julgamento anterior, em favor da tese de que a última palavra é do Congresso em matéria de cassação.

Maia explicou que só depois de esgotadas todas as possibilidades de recursos em 2013, quando não será mais presidente da Câmara, a Casa decidirá se cumpre imediatamente a ordem judicial ou se parte para o confronto com o STF. "Como foi observado o princípio do trânsito em julgado, nós teremos recursos que vão ser decididos no futuro", afirmou. "Isso nos remete a uma decisão que só poderá ser tomada pela Câmara no futuro, após os recursos todos terem transitado, e os debates realizados".

O deputado não quis polemizar com o ministro Celso de Mello, que o repreendeu severamente ao proferir o voto, sugerindo que ele poderia ser processado por prevaricação caso descumprisse a decisão. "Se o ministro Celso de Mello falou isso foi num clima de emoção, pelo momento que está vivendo, pela sua doença e por um julgamento tão tenso, como esse. Não acho que nenhum ministro do STF teria a pretensão de ameaçar o presidente da Câmara dos Deputados".

O presidente da Câmara informou que encomendou análise da decisão ao advogado geral da União, Luis Inácio Adams, para subsidiar os recursos do Legislativo. "Pedi que avaliasse o seguinte: se houvesse tentativa de usurpar algum tipo de prerrogativa da Câmara no processo da ação penal 470, que a câmara pudesse entrar no processo. Como essa decisão aconteceu, a Câmara certamente vai entrar no debate e na discussão sobre as suas prerrogativas".




Posted: 18 Dec 2012 01:52 PM PST
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Era só o que faltava, teria coragem a Câmara dos Deputados Federais de afrontar o STF que decidiu em harmonia com a Constituição ?
 
Folha de SP


Ao selar a decisão que determina a cassação dos mandatos dos deputados federais condenados no julgamento do mensalão, o ministro Celso de Mello afirmou ontem que seu descumprimento pela Câmara seria "inaceitável". 

Mais antigo dos atuais integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro foi o último a se manifestar sobre a questão. O placar estava empatado na semana passada, quando o julgamento foi suspenso para que ele tratasse de uma gripe forte. 

Como já era esperado, Celso de Mello acompanhou o presidente do STF, Joaquim Barbosa, que também é relator do processo. Para eles, parlamentares com condenação criminal devem perder automaticamente seus mandatos, cabendo à Câmara apenas formalizar a decisão. 

Os ministros Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes concordaram com eles. Foram vencidos os ministros Ricardo Lewandowski, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Para eles, a condenação suspende os direitos políticos dos acusados, mas caberia à Câmara dar a última palavra sobre os mandatos. 

A decisão atinge os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), que receberam dinheiro do mensalão, além do ex-presidente do PT José Genoíno, que se prepara para assumir uma cadeira na Câmara como suplente no próximo ano. 

Como o placar foi apertado, a decisão do STF ainda poderá ser revista quando o tribunal analisar os recursos dos advogados dos condenados. Isso só deverá ocorrer no ano que vem. As penas fixadas no julgamento só começarão a ser cumpridas após o exame de todos os recursos. 

Sem citar nomes, o ministro Celso de Mello fez duras críticas ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para quem caberia ao Legislativo a última palavra sobre os mandatos dos deputados. 

"O equivocado espírito de solidariedade não pode justificar afirmações politicamente irresponsáveis, juridicamente inaceitáveis, de que não se cumprirá uma decisão do Supremo Tribunal Federal revestida da autoridade da coisa julgada", disse Mello. 

Para ele, o descumprimento pode configurar o crime de prevaricação, definido no Código Penal como "retardar ou deixar praticar indevidamente atos de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei para satisfazer interesse ou sentimento pessoal". 

Como ocorreu em outros momentos do julgamento, houve mal-estar na última sessão. Barbosa quis agradecer publicamente três assessores que trabalharam com ele, mas Marco Aurélio que criticou a manifestação, dizendo que ela não era praxe, e abandonou o plenário. 

(FELIPE SELIGMAN e MÁRCIO FALCÃO)
Posted: 18 Dec 2012 01:48 PM PST
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José Dirceu evitou falar, agora,  quer o que ? Que o Deputado Marcos Maia não cumpra a decisão do STF de CASSAR os mensaleiros ?

Uma nova revolução ?
 
Jornal do Estado de SP


O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino evitaram comentar nesta segunda-feira, 17, o fim do julgamento do mensalão e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de cassar os mandatos dos parlamentares condenados no caso. Ambos participaram de um evento em São Paulo para discutir o julgamento, mas não compuseram a mesa de debate e nem se pronunciaram.


"Não posso comentar decisão do Supremo", afirmou Dirceu em breve fala na chegada, a respeito da cassação dos mandatos. Contudo, afirmou que voltará a falar sobre o julgamento no ano que vem. "Depois do Natal, do ano novo, das festas de fim de ano, vou dar muita entrevista. Vocês vão cansar de me ouvir. Até lá, vou descansar." Ao entrar no sindicato dos Engenheiros de São Paulo, no centro da cidade, ouviu o coro de "ô Zé Dirceu, vou te dizer, democracia deve muito a você". Cumprimentou várias pessoas e sorriu bastante. Sentou-se na primeira fila e ficou até o fim do debate.

Na saída, comentou com Ari Sérgio, militante petista, "agora o importante é reforçar o Marco Maia e depois é ir para a rua", disse, referindo-se ao presidente da Câmara dos Deputados. Maia tem reiterado que a Casa pode não acatar a decisão do Supremo quanto à perda dos mandatos. 

Genoino também não falou. Desejou "boa sorte" aos jornalistas e afirmou que havia comparecido ao evento somente "para ouvir". Ele também não quis comentar a decisão do Supremo sobre os mandatos parlamentares. O ex-presidente do PT é suplente de deputado e deve assumir vaga na Câmara dos Deputados em janeiro. 

Dirceu. Depois de fortes declarações sobre o julgamento - ele chegou a dizer que "estava marcado para morrer" - Dirceu decidiu evitar polêmicas e rearranjar seu discurso para atacar questões mais técnicas do julgamento. Foi alertado por assessores de que ao fazer falas fortes teria facilidade para ganhar as manchetes, mas dificuldade para discutir o mérito do julgamento na imprensa. 

Um dos temas que pretende abordar daqui para frente é uso de dinheiro público para irrigar o esquema. O STF entendeu que foi esse o tipo de recurso usado para comprar o apoio da base aliada no Congresso durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para os petistas, há comprovações de que os R$ 73,8 milhões do fundo Visanet foi utilizado em diversas ações de publicidade, e não desviado.

Desde o fim de novembro, depois de o STF aplicar uma pena de quase 11 anos a Dirceu, o ex-ministro tem participado de eventos de desagravo ao julgamento. Além desse e de outro ato em São Paulo, o ex-ministro também foi a manifestações em Osasco, organizado pelo também condenado João Paulo Cunha (PT-SP), em Curitiba, Guarulhos e Porto Alegre. Em Brasília, participou de reuniões privadas onde recebeu apoio de petistas.
Outras manifestações. Sem os pronunciamentos de Dirceu e Genoino, coube a simpatizantes petistas proferir fortes críticas ao Supremo. Compuseram a mesa do debate, organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, o escritor Fernando Morais, o ator José de Abreu, os jornalistas Paulo Moreira Leite e Raimundo Pereira, além dos professores de Direito da PUC-SP Pedro Serrano e Cláudio Langroiva.

Fernando Morais afirmou esperar que a Câmara vá de encontro ao Supremo quanto à cassação dos mandatos dos parlamentares condenados no mensalão. "Nossa esperança é que o parlamento resista a essa tentativa de usurpação de seus poderes", afirmou. 

Pedro Serrano também criticou a decisão, que disse ser "contra a letra de qualquer livro de Direito Constitucional". "Foi uma irresponsabilidade o que foi feito no tribunal. A Constituição como valor foi desrespeitada."

Serrano também afirmou que o julgamento, no plano do Direito Constitucional, "foi uma catástrofe". "Parece aqueles processos da era stalinista em que o sujeito já entrava sabendo o resultado do processo." Em seguida, fez uma pausa, olhou para Dirceu e disse: "Desculpa, Zé". A plateia deu risada, pois o ex-ministro tem formação stalinista. 

Em uma espécie de desagravo a Dirceu, Paulo Moreira Leite questionou o fato de o STF ter condenado o ex-ministro por formação de quadrilha. Lembrou que uma das acusações que pesavam contra o petista era a de ter ajudado o empresário Marcos Valério e o Banco Rural a arrematarem o Banco Mercantil de Pernambuco, o que nunca foi feito. "Que m... de chefe de quadrilha era esse?"

Defesa a Lula. Antes do início do ato, mais de 20 integrantes da União da Juventude Socialista (UJS) - que tem em suas fileiras muitos filiados ao PC do B -, fizeram uma manifestação em frente ao auditório do evento em defesa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cantando palavras de ordem como "eu tô com Lula, a mais de mil, pra defender democracia no Brasil", eles protestaram contra as novas denúncias do empresário Marcos Valério envolvendo o ex-presidente no mensalão. A campanha já estava acontecendo  na internet desde o fim de semana. Os jovens também questionaram o fato de o STF ter decidido pela perda de mandato dos deputados condenados no julgamento:  "Cada poder tem seu lugar, o STF não pode legislar".

No evento, o ator José de Abreu também defendeu Lula. Dizendo-se preocupado com "a volta da delação como um ato eticamente perfeito", sustentou que o ex-presidente não precisaria se defender porque a militância de esquerda o faria. "O presidente Lula não vai precisar sair do Instituto Lula. Quem vai defendê-lo somos nós! O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo."



Posted: 18 Dec 2012 01:40 PM PST
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Agora vamos ver, no mínimo um inquérito tem que ser aberto para investigar as denúncias do Marcos Valério, nem parque ao fim, Valério seja processado por denunciação caluniosa caso esteja mentindo.

Mas caso Valério esteja falando a verdade, CADEIA geral !!! 

A conferir.
 
Jornal do Estado de SP

Com o fim do julgamento do mensalão, a pressão sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deve aumentar nos próximos dias após a revelação do teor do depoimento do empresário Marcos Valério, feita pelo Estado, de que recursos do esquema bancaram despesas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A decisão de Gurgel sobre uma eventual abertura de investigação criminal contra Lula tem ainda um ingrediente no horizonte: o fim do seu segundo mandato, em julho de 2013. A sucessão ao comando do MPF pode permear a discussão sobre qual caminho seguir. Às vésperas de ser reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff em 2011, Gurgel foi criticado pela oposição por ter arquivado uma investigação contra o então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. O arquivamento, entretanto, não foi suficiente para Palocci ficar no cargo.

No caso do ex-presidente, lideranças de partidos de oposição entraram com uma segunda representação na Procuradoria-Geral da República em menos de dois meses. A alegação é de que, além de receber dinheiro do valerioduto, Lula também deu aval, conforme depoimento de Valério, para os empréstimos fraudulentos tomados pelo PT nos bancos Rural e BMG.

O depoimento do empresário não faz parte de nenhum processo em curso no Supremo e Gurgel terá de decidir se vai apurar a acusação, enviá-la a instâncias inferiores ou arquivá-la por falta de provas. Como ex-presidente da República, Lula não goza mais de foro privilegiado, o que pode levar o caso a ser remetido para análise da primeira instância. 

Se adotar este caminho, Gurgel ficaria somente com a acusação contra o senador Humberto Costa (PT-PE), que teria sido um dos beneficiários do valerioduto, conforme o depoimento do empresário mineiro. A citação do senador petista abre uma porta para que o procurador-geral fique com toda a investigação. Assim, a cúpula do MPF teria o controle da apuração e poderia atuar de forma a evitar eventuais constrangimentos aos investigados.

Gurgel pode ainda enviar informações para processos que são desmembramentos da ação principal do mensalão, já em julgamento. Ele pode também gastar mais tempo até tomar uma decisão ou entender que simplesmente não há novos elementos e pedir o arquivamento do depoimento.
Posted: 18 Dec 2012 01:28 PM PST
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Foto Joaquim Barsbosa
 
Foram condenados, agora, é cadeia, o Brasil agradece.
  
Folha de SP

O STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou o julgamento do mensalão sem definir quando 22 dos 25 condenados no processo começam a cumprir suas penas. 

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ontem mais tempo para reiterar seu pedido de prisão imediata. A medida pode ser uma estratégia para forçar uma decisão individual do presidente do STF, Joaquim Barbosa, já que nos bastidores integrantes da corte apontavam que o pedido deveria ser rejeitado pelo plenário. 

A análise ocorreria de forma monocrática porque na quinta começa o recesso do Supremo, sendo que as atividades serão retomadas pelo plenário apenas em fevereiro. Ontem, Barbosa afirmou que, se o pedido chegar no recesso, ele decidirá sozinho. 

O STF só realiza mais uma sessão amanhã. O procurador-geral alegou que aguardava o fim do caso para fundamentar melhor a questão, mas reafirmou aos ministros que é "cabível" o cumprimento automático das penas. 

Gurgel diz que recursos das defesas dos réus condenados não poderão reverter a decisão do STF: "Eu formulei [o pedido] na sustentação oral. Entendi que é cabível". 

A assessoria da Procuradoria informou que não há previsão de quando o novo pedido de prisão será reapresentado. Sem a punição imediata, Gurgel avalia que as prisões só começarão em 2014 pelos recursos das defesas. 

Entre os condenados 11 tiveram penas superiores a oito anos de prisão e terão de cumprir pena inicialmente em regime fechado, como José Dirceu e Marcos Valério. 

Ministros ouvidos pela Folha defendem que as condenações não sejam apressadas. Isso seria incoerente com a posição do STF, que desde 2010 condenou cinco parlamentares que até hoje não começaram a cumprir a pena. 

Para eles não seria conveniente aplicar um rito diferenciado para não alimentar a tese de que o STF fez um julgamento político e de exceção. 

(FELIPE SELIGMAN E MÁRCIO FALCÃO)
Posted: 18 Dec 2012 01:23 PM PST
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Isso só pode ser sacanagem desses aloprados do PT, e as explicações sobre as denúncias de roubalheira envolvendo Lula e cia cadê ?
  
Folha de SP

Com a frase "Mexeu com Lula, mexeu comigo", internautas iniciaram uma campanha em redes sociais para defender o ex-presidente após suspeitas sobre a sua participação no mensalão. 
Tendo como principal alvo a oposição e a imprensa, a manifestação conta com o apoio de dirigentes petistas, como o presidente da sigla, Rui Falcão, no Twitter.
Posted: 18 Dec 2012 01:20 PM PST
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Em suma a política do desarmamento no Brasil é um FRACASSO, desarma-se somente o cidadão de bem, enquanto o bandido pode ficar como seu fuzil.

Claro, lendo a matéria abaixo, especialistas também citam outros motivos.
  
Jornal do Estado de SP

Apesar do número bem inferior de armas de fogo em circulação na população do que nos Estados Unidos, o Brasil registrou, em 2010, 36 mil vítimas fatais de tiros. 

O montante é 3,7 vezes o registrado pelos americanos, que tiveram 9.960 mortes, colocando o país no topo dos que mais registram óbitos por arma de fogo no mundo. 

Os números oficiais foram recolhidos por um relatório do Escritório da ONU contra Drogas e Crimes (UNODC, na sigla em inglês). Os dados do Brasil foram fornecidos pelo Ministério da Saúde. 

Nos Estados Unidos, o debate sobre o porte de armas voltou à tona após o massacre em uma escola no Estado americano de Connecticut que resultou na morte de 20 crianças e 6 adultos. 
O acesso a armas de fogo no país é bem mais fácil; é possível comprar armas em vários Estados sem a necessidade de registro ou autorização de autoridades - e o direito à posse é determinado pela própria Constituição. No Brasil, a posse de armas de fogo é permitida, após registro e análise de antecedentes, mas o porte de armas de fogo é proibido, salvo em casos excepcionais. 

Baseado em estimativas colhidas em 2007, o relatório do UNODC diz que, nos Estados Unidos, havia 270 milhões de armas em posse da população, contra 15 milhões no Brasil. 

Não fica claro, entretanto, se os números são apenas de armamentos registrados, ou também se englobam estimativas de armas ilegais. O que fica claro é que os americanos vivem bem mais "armados" do que os brasileiros. 

Mas enquanto nos EUA a taxa de óbitos por arma de fogo é de 3,2 por 100 mil habitantes, no mesmo ano, em 2010, os brasileiros contavam 19,3 mortos por 100 mil.

Na América do Sul o Brasil só perde para a Venezuela, com 39 mortes por 100 mil habitantes (2009 - último dado) e para a Colômbia, com 27,1 mortes por 100 mil habitantes (2010). 

O México, que vive uma epidemia de violência, viu seu índice de mortalidade saltar de 2,9 por 100 mil em 2003 para 10 para 100 mil em 2010. 

Impunidade 

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil veem diferenças nos graus e na forma como violência é tratada por americanos e brasileiros. 

Para o sociólogo Guaracy Mingardi, ex-secretário de Segurança de Guarulhos (SP) e atual assessor da Comissão Nacional da Verdade, "Brasil e EUA tem culturas diferentes de violência".
"A principal questão é a Justiça. Nos Estados Unidos a probabilidade de levar um homicida para a prisão é muito maior que no Brasil", afirma. Segundo ele, a impunidade abre caminho para a violência no país. 

A natureza dos crimes também é diferente. "No Brasil, a violência interpessoal, que engloba briga de bar, de vizinho, marido e mulher, responde por mais da metade das mortes", diz. 

Para José dos Reis Santos Filho, sociólogo e professor da Unesp de Araraquara, existe uma cultura de violência no país.

"No Brasil ainda há a tendência de se resolver as coisas de maneira imediata, ir rápido às vias de fato", diz. 

"Nos Estados Unidos, a ofensa à integridade física é um tema sensível", diz, observando que é possível com muito mais facilidade conseguir indenizações na Justiça em casos de agressões. 

Desarmamento 

Santos observa que a legislação contra armas no Brasil é muito mais dura que nos EUA, onde é fácil o acesso a armamentos.
"Mas o fato de haver uma legislação avançada na área não significa que o conjunto dos cidadãos avançou nesta área", diz. 

Em 2003, entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento. Desde então, o governo passou a promover campanhas de entrega de armas. Segundo o Ministério da Justiça, mais de 612 mil armamentos foram entregues desde então. 

Mingardi se mostra otimista. Diz que desde então o "Brasil está em uma fase de evolução". 

Ele chama a atenção, no entanto, para o grande número de armas contrabandeadas.


Posted: 18 Dec 2012 12:59 PM PST
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Dê PAUSE na rádioo, e assista o vídeo.


 
Lula tempo atrás, já como esse também é um caso antigo.





Ops !!! Deu zebra, digo mais uma para o PT, Lula, e José Dirceu, o MP de Santo André abriu inquérito para apurar suposta chantagem de 6 milhões para aliviar petistas da morte do Prefeito Celso daniel.

Um inquérito, vai que provas apareçam, a conferir.
   

Folha de SP


O Ministério Público vai investigar a veracidade de declarações do empresário Marcos Valério, que em depoimento à Procuradoria-Geral da República, afirmou que o PT foi extorquido em R$ 6 milhões pelo empresário Ronan Maria Pinto e que o dinheiro foi lavado na compra do "Diário do Grande ABC". 

O promotor Roberto Wider Filho, que abriu a investigação em Santo André, convidou Marcos Valério para depor no início de janeiro. 

A extorsão, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", teria ligações com o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, em 2002. 

Valério disse que foi procurado pelo PT com um pedido de R$ 6 milhões. Isso para que Ronan Maria Pinto não chantageasse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Gilberto Carvalho e o ex-ministro José Dirceu. O dinheiro, segundo Valério, veio de um empréstimo tomado pelo empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula.
O advogado de Bumlai não respondeu aos questionamentos da Folha. Por meio de sua assessoria, Maria Pinto negou conhecer Valério.
Posted: 18 Dec 2012 08:51 AM PST
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Engraçado que esse decsaso da Light não acontece na Zona Sul, sem mais.
  
O Dia




 Rio -  Apesar de a Light ter consertado fios de energia elétrica que estavam arrebentados e representando risco à população na Zona Oeste, como O DIA mostrou na edição desta segunda-feira, moradores reclamam que alguns continuam próximos ao chão de ruas de Bangu e Senador Camará.


Light e RioLuz afirmam que resolveram os problemas. A primeira garante que os cabos da Rua Ministro ArI Franco, em frente ao número 804, foram retirados na noite de domingo.

O problema veio à tona após Marcos Vinícius da Silva, 3 anos, morrer, sexta-feira, eletrocutado por um fio de alta tensão. O garoto brincava com um primo próximo a um poste da RioLuz, na Rua Acepi, em Senador Camará, que estava com um fio solto.

O primo de Marcos, Wagner Teófilo, 9 anos, encostou e levou um choque. Ao tentar salvá-lo, Marcos morreu. A RioLuz afirma que o fio foi desligado e cortado, mas mantido no local para preservar o conjunto para perícia.

Moradores garantem que o fio já estava solto três dias antes da tragédia. Com medo de Wagner ser vítima de outra descarga elétrica, Adriana, 31, sua mãe, o proibiu de sair de casa e de soltar pipas.

“Meu filho recebeu a primeira descarga elétrica antes do Marcos. Teve a mão esquerda queimada no acidente, ainda sente dores, tem febre e manca das duas pernas. A empresa não deu assistência nenhuma e o fio continua cortado pela metade. Ainda estou traumatizada”, disse.

Light fará vistoria em medidores

A Light prometeu vistoriar hoje a altura dos medidores de energia em Bangu. Moradores se queixam de que eles foram instalados a pouca distância do chão, o que pode representar risco, caso a tampa de proteção seja destruída e o aparelho fique exposto.
O autônomo Anderson Ferreira de Souza, 31, critica: “A Light pode até ter removido fios, mas os medidores continuam no mesmo lugar”.

Segundo a Light, a altura é padrão e três pontos onde foram localizados fios espalhados no chão em Bangu, citados pelo DIA ontem, são de sua responsabilidade. Para comunicar problemas à empresa, ligue 0800- 0210196.
Posted: 18 Dec 2012 08:38 AM PST
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Os moradores da Ilha do Governador estão em pânico, os crimes não param de aumentar, felizmente, nesse caso os vagabundos foram presos.

Parabéns policiais.
  
O Dia


Rio -  Dois homens foram presos e um menor de 16 anos apreendido por policiais do 17º BPM (Ilha do Governador), acusados de manter um engenheiro da Coca-Cola refém durante um assalto na noite desta segunda-feira, nas Pitangueiras, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Ele ficou por cerca de 15 minutos em poder dos bandidos e foi vítima de ameaças de morte, até ser libertado no bairro do Moneró.

O engenheiro contou que foi rendido na porta de sua casa, por volta das 21h30. Ele saía do imóvel na companhia da noiva, uma psicóloga de 25 anos. Quando entravam no Fiat Punto prata dela, foram rendidos por três homens a pé. Um deles estava armado. O engenheiro foi colocado dentro do veículo e a noiva foi liberada. A cadela dela chegou a tentar morder a mão de um dos criminosos.


No veículo, o engenheiro contou que temeu que os outros três bandidos estivessem armados. A preocupação do trio, segundo ele, era saber se o carro tinha algum tipo de alarme ou segredo. Ele negou, mas foi constantemente alertado de que seria morto se a informação não fosse verdadeira. Os bandidos também não queriam estardalhaço e trafegaram por vários bairros da Ilha do Governador em baixa velocidade para não chamar a atenção.

Para tentar escapar do grupo, o engenheiro fingiu que estava passando mal. "No início fiquei um pouco mais nervoso. Imaginei que tivessem mais armas no carro. Fiquei mais tranquilo quando eles começaram a acreditar que eu estava realmente passando mal", revelou a estratégia. Ele acabou liberado próximo do Corredor Esportivo do Moneró, próximo ao Parque Royal.

Após ser levado pelos bandidos, a família do engenheiro acionou a polícia. PMs do 17º BPM montaram um cerco na Estrada do Galeão, na saída da Ilha do Governador. Hudson Jairo Figueiredo Matheus, de 23 anos, Juliano Souza de Oliveira, de 18, e um adolescente de 16 anos, foram detidos na altura da Base Aérea do Galeão. O veículo foi recuperado. Uma pistola calibre 45 foi apreendida. Segundo a polícia, Juliano já tinha antecedente criminal.

"Agora é que tenho que comemorar esse aniversário mesmo. Eu e ele nascemos de novo. Nunca achei que fosse passar meu aniversário sem ele e além do mais na delegacia", disse a psicóloga que aniversaria nesta terça-feira. O casamento dela com o engenheiro está marcado para junho de 2013. A ocorrência foi registrada na 37ª DP (Ilha do Governador).

Posted: 18 Dec 2012 08:34 AM PST
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A conferir, se vai hever alguma mudança.

Em particular, eu não creio, não será mudando o comando que os problemas acabaram.
 
Parte matéria do jornal O Globo


Jornal O Dia



Rio -  Carro-chefe do governo Sérgio Cabral, o projeto das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) completa quatro anos nesta quarta-feira com uma surpresa: a mudança no comando de sua coordenadoria. O coronel Rogério Seabra, há um ano e três meses no cargo, deve deixar a missão nesta terça-feira.

A decisão foi do comandante-geral da PM, Erir Ribeiro, que comunicou nesta segunda a mudança ao oficial. A troca deve ser publicada nesta terça-feira no Boletim Interno da PM.

Quem assume é o coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, que comandou o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Segundo o coronel Erir, a troca faz parte de processo natural na corporaçãoMas ela pode indicar uma insatisfação com o desempenho de Seabra à frente da coordenação.


 
A especulação sobre a mudança começou há três dias, mas somente ontem os dois oficiais foram comunicados. Seabra chegou no fim de semana do Panamá, onde participou da inauguração de unidade similar à UPP, fruto de convênio entre as polícias do Rio e daquele país, como O DIA  mostrou semana passada com exclusividade.

Já Paulo Henrique — que é subchefe do Comando de Operações Especiais — estava finalizando os planos para a Secretaria de Segurança de Niterói, que assumiria em janeiro. Ele garante que, inicialmente, não haverá mudanças no planejamento das UPPs. “Vamos aprimorar o trabalho, atuando de forma mais concentrada onde for preciso”.

Especialistas em segurança divergiram sobre a mudança. “Conheço o coronel Seabra, e ele fazia um trabalho muito bom, com consciência de que o Complexo do Alemão não é o Santa Marta”, criticou José Vicente da Silva, coronel PM de São Paulo e ex-secretário nacional de Segurança.

“O Paulo, apesar de menos político que o Seabra, tem pós-graduação em Administração e é um excelente nome”, avaliou o sociólogo Paulo Storani, ex-oficial do Bope.

Erir não avalia que a entrada de Paulo Henrique dará às UPPs um perfil mais de confronto, já que o policial atuou em unidades combativas. “Na ocupação das comunidades, o Bope entra primeiro e é quem inicia o trabalho de aproximação com a população. Este trabalho começou quando o coronel Paulo Henrique estava lá”.

Mangueira: PM leva tiro na cabeça

O soldado David Ítalo Mendonça de Araújo, 24 anos, escapou de ser o sexto PM de UPP morto somente este ano. Na madrugada desta segunda, ele levou um tiro de raspão na cabeça quando a viatura em que estava com mais três colegas da UPP Mangueira foi atacada no Morro do Telégrafo. David foi medicado no hospital da corporação e liberado.

Em 2012, morreram PMs lotados nas comunidades pacificadas de Nova Brasília, Fazendinha e Fé/Sereno, no Complexo do Alemão; Rocinha; além de um registro na UPP da Coroa/Fallet e Fogueteiro, no Estácio.

Colaboraram Felipe Freire e Flávio Araújo
Posted: 18 Dec 2012 08:20 AM PST
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Posto um video que eu fiz aqui ontem sobre o assunto.



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Parte matéria jornal O Globo


Conforme acima, tudo leva a crer que o Feijão morreu por que mandou entregar um vídeo todo editado para ferrar o William de Oliveira. Ok, Feijão ferrou o William, mas pagou com a vida.

A matéria abaixo, é surreal o traficante Nem não lembra de nada, não lembra do encontro e nem porra nenhuma, fala sério !!!

Qual é o vagabundo, a cadeia lhe deu amnésia ? 

R7



O traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, afirmou na tarde desta segunda-feira (17), durante interrogatório realizado por videoconferência, que não se lembra do encontro onde foram gravadas as imagens que, segundo a polícia, mostravam o traficante comprando um fuzil. Nem nega que tenha comprado a arma.

As imagens, gravadas pelo também traficante Vanderlan Barros de Oliveira, conhecido como Feijão, mostram Nem junto com o ex-presidente da União Pró Melhoramentos da Rocinha, Willian de Oliveira, o Willian da Rocinha, e seu vice, Alexandre Leopoldino.

Willian da Rocinha se defende da acusação, conforme informou durante depoimento que aconteceu em maio. Segundo o ex-líder comunitário, ele caiu em uma armadilha articulada por Nem e disse que o traficante sabia que estava sendo gravado o vídeo com imagens de uma suposta negociação de um fuzil, pois o usaria para chantageá-lo.

A testemunha Flávio Henrique Moreira de Lima Casser, que também prestou depoimento nesta segunda-feira, assumiu ter editado as imagens do vídeo. Segundo ele, Feijão pediu para retirar imagens dos rostos de outros traficantes, que podiam ser facilmente identificados, e também do momento em que Nem entrega um fuzil a Leopoldino. A testemunha ainda destacou que, durante o trabalho de edição realizado em uma casa com pessoas influentes da comunidade, a frase “quero ver ele se safar dessa” era constantemente repetida.

O vídeo

O DVD com as imagens, um vídeo com 18 minutos de duração, foi entregue por uma mulher ao delegado Márcio Mendonça, da DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis), durante a ocupação da Rocinha.

No vídeo, Willian, Nem e um outro traficante que aparece de costas conversam em uma mesa, na quadra da Cachopa, na Rocinha. Nem aparece de boné e com uma garrafa de uísque sobre a mesa. Em um dado momento, um fuzil AK-47 é apresentado a Nem. Ao fim do vídeo, o traficante que apresenta o fuzil a Nem e Willian recebem uma grande quantia em dinheiro.

Entenda o caso

Junto com o réu Alexandre Leopoldino Pereira da Silva, que aparece manuseando a arma no vídeo, William de Oliveira disse que comparsas de Nem atraíram a dupla no dia dois de outubro de 2010, véspera da votação para deputado estadual. William era candidato na época, mas perdeu a eleição.

Em março de 2011, Nem procurou William e revelou a gravação do vídeo. Segundo William, o traficante estaria sendo motivado por grupos políticos dentro da comunidade para tirar o prestígio do então líder comunitário. Nem também ameaçou liberar o vídeo caso fosse preso. Até mesmo ameaças contra a família da vereadora Andrea Gouveia, para quem William passou a trabalhar, foram feitas.

— O Nem disse que se ele morresse ou fosse preso ele entregaria o vídeo para a polícia. Ele queria destruir a minha vida. Ele sabia que estava gravando um vídeo. Antes de nos sentarmos, ele estava bastante exaltado por causa da campanha política, mas depois procurou se acalmar para parecer que a conversa no vídeo fosse tranquila.

O ex-líder comunitário afirmou também que o vídeo foi editado. A conversa teria durado um hora e 30 minutos, mas o vídeo tem apenas 19 minutos. O momento no qual Alexandre mexe com o fuzil estaria no final da conversa, mas aparece logo no início da gravação.

O manuseio da arma foi explicado por Alexandre como curiosidade despertada pelo traficante. Nem teria dito que o fuzil era o mesmo utilizado por Bin Laden.

Quanto à cena na qual William aparece contando os R$ 10 mil que Nem havia doado supostamente para a campanha dele, o ex-líder comunitário afirmou que o traficante teria forçado a situação dizendo que “dinheiro foi feito para se contar”.

Embora a maior parte dos relatos de Alexandre e William tenha sido semelhante, houve algumas contradições. O número de comparsas armados de Nem, por exemplo, variou de 50 a 250.
Posted: 18 Dec 2012 07:59 AM PST
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Assista ao vídeo, outro homem minutos depois também foi assassinado e roubados por usuários de crack, e aí ?

Cuidado, você pode ser a próxima vítima...

R7


Uma mulher de cerca de 40 anos, identificada como Valdete Diniz, morreu após ser atacada por um usuário de crack, na rua Cinco Rios, em Cordovil, zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (17).

De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi levada para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu.
Segundo vizinhos, a mulher teria se recusado a dar dinheiro ao usuário de crack. Inconformado, ele teria batido com um pedaço de pau na cabeça dela, antes de estrangulá-la.

Uma amiga que encontrou Valdete pouco antes do ataque disse que ela estava levando mercadorias para o quiosque onde vendia refrigerantes e biscoitos.

Dê PAUSE na rádio, e assista ao vídeo:



Posted: 18 Dec 2012 07:54 AM PST
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O certo é,  a cidade do Rio de Janeiro está virando uma enorme cracolândia, cada vez o número de usuários aumentam.

A situação piora por que o Prefeito do Rio Paespalhinho não sabe o que fazer, e não tem um projeto eficaz para solucionar o problema.
  
Extra

Quinta-feira, 6 de dezembro, 14h10m, Avenida Pastor Martin Luther King Junior, altura da Pavuna. O vai e vem de pessoas, carros e ônibus não para.Exceto na saída da estação Rubens Paiva do metrô. Ali, poucos pedestres passam. Dois grupos, num total de onze pessoas, fumam crack livremente. Parecem não se importar com os vizinhos. O local é um dos pontos de consumo da droga — conhecidos como cracolândias — esquecidos pela sociedade e quase sem atenção do poder público.

O EXTRA mapeia nesta terça-feira, no segundo capítulo da série "Os mitos do crack", onde estão as cracolândias do Rio, mostrando que elas vão além das já conhecidas como as de Madureira, Ilha do Governador e Parque União, na Zona Norte alvos de operações constantes da prefeitura.

Assim como na Pavuna, em Realengo uma equipe do jornal flagrou pouco mais de uma dezena de usuários consumindo a droga no antigo prédio da 33ª DP, a delegacia da área. O prédio já foi fechado com tijolos, mas os viciados acabam retornando.
Em Santa Cruz, na Zona Oeste, a cena se repete em duas favelas do bairro. Apesar dessa realidade, na lista de operações da Secretaria municipal de Assistência Social, esses locais não aparecem entre os pontos de atuação dos agentes ou de acolhimento de usuários.

— Eles vagam pelas ruas, dia e noite — relata uma vendedora, na Pavuna, mostrando que quem está por ali conhece bem a realidade.


 
Em 2012, dos quase 3 mil acolhimentos na cidade, apenas 16 foram em Realengo e Padre Miguel. Já Pavuna e Santa Cruz nem aparecem na lista. A secretaria, no entanto, garante que faz operações nos bairros. Em contraste com o abandono, a cracolândia do Parque União concentrou 44% dos usuários acolhidos em operações da prefeitura. Foram 1.274, de um total de 2.924 na cidade. Ainda assim, o problema perdura. Na última sexta-feira, um grupo de cerca de cem usuários se aglomerava na entrada da comunidade.
No Jacarezinho, apesar da recente ocupação policial, os viciados também ainda são vistos. Ali, o consumo acontece de forma mais velada.


As digitais de um usuário de crack: falhas nos dedos causadas pelas queimaduras na hora de acender a pedraAs digitais de um usuário de crack: falhas nos dedos causadas pelas queimaduras na hora de acender a pedraFoto: Roberto Moreyra / ExtraSexta-feira, 30 de novembro, 9h, Rua Honório Hermeto. Pela terceira vez, Matheus da Silva Salviana, de 18 anos, arrombou as grades da janela de uma casa. Entrou no imóvel e roubou R$ 100. Após ser capturado, na 39ª DP (Pavuna), uma espera dramática para vítima e policiais: depois de confessar o crime, o acusado, sem documentos, não lembrava seu nome. E também não tinha impressões digitais identificáveis — situação frequente, segundo os investigadores.
— Pela proximidade com a chama, os usuários ficam com as mãos queimadas e, por causa do isqueiro, cheias de calos. Mas acredito que a perda da digital seja temporária — opina a psiquiatra Maria Thereza de Aquino.

Numa comparação das digitais de Matheus com a de um preso não-viciado na pedra, as diferenças são nítidas: faltam pedaços nas extremidades do dependente da droga. Dos quatro registros de furto e roubo a residência feitos naquele dia na Pavuna, três tinham usuários de crack como autores.

Sobre o esquecimento do próprio nome, Analice Gigliotti, chefe do Departamento de Dependentes Químicos da Santa Casa de Misericórdia, explica que, intoxicado, o usuário pode ter “turvamento da consciência”.


Matheus: preso por roubo na Pavuna, ele não se lembrava nem do próprio nomeMatheus: preso por roubo na Pavuna, ele não se lembrava nem do próprio nome Foto: Roberto Moreyra / ExtraO crack e o crime
Os roubos a transeuntes aumentaram 17% na área da 39ª DP (Pavuna) de janeiro a setembro deste ano em relação a 2011, sobretudo nas regiões do metrô e da antiga rodoviária. Desde maio, 15% dos presos na delegacia cometeram os crimes por causa do envolvimento com crack. Sem dinheiro para bancar o vício, os dependentes furtam, roubam e até invadem casas em busca de qualquer moeda de troca.

— Ainda que se restrinja o acesso a droga, o usuário faz de tudo para obtê-la — afirma o delegado Fernando Reis, do Departamento Geral de Polícia Especializada.

Posted: 18 Dec 2012 07:50 AM PST
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O Paespalhinho quer é grana, o povo é que se ferre.

Qual é Prefeito se liga, parcela a multa da galera ?
  
O Globo


RIO - Enquanto os motoristas já conseguem pagar em até 12 parcelas as multas de trânsito emitidas pelo estado — de acordo com lei do deputado estadual Dionísio Lins (PP) —, frustou-se quem esperava obter o mesmo parcelamento em relação às multas aplicadas pelos guardas municipais. A prefeitura, pelo menos até o momento, não tem a intenção de autorizar o pagamento das multas de trânsito, em vigor desde outubro. Para isso, seria necessário que fossem incluídas no cadastro de parcelamento do Detran.
  
Diante do posicionamento do município, o deputado Dionísio Lins afirma não ver outra alternativa a não ser entrar com as medidas judiciais cabíveis para fazer com ela seja colocada em prática:

— Já encaminhamos ofício ao prefeito, estivemos com o chefe da Casa Civil da prefeitura, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, que garantiu que iria enviar a lista quando o prefeito voltasse de viagem. Enviamos o mesmo pedido ao secretário municipal de Transportes e até agora nada. O telefone não para de tocar com pedido de motoristas para que a situação seja regularizada. Sou autor da lei, mas não tenho poderes para colocá-la em prática.

No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a aplicação de uma lei no âmbito do estado não significa que seja aplicada no âmbito do município. Ainda segundo a assessoria, não há, até o momento, qualquer orientação para se aplicar o parcelamento das multas de trânsito.

Segundo o autor da lei, que também é vice-presidente da Comissão de Transportes da Casa, a finalidade é a de regularizar a situação de taxistas, motoristas de vans, caminhoneiros e motoristas liberais que estão em débito, e não conseguem dessa forma, regularizar a situação dos veículos devido às multas pendentes.

— Vou aguardar até a próxima segunda-feira. Continuo não acreditando na existência de uma indústria de multas em nossa cidade, mas lei é para ser cumprida e não discutida — acrescentou ele.

A lei determina ainda que o parcelamento só será considerado efetivado quando o valor de uma das parcelas seja pago. Caso uma das parcelas não seja paga, o acordo será anulado e o proprietário arcará com os juros devidos, sendo ainda impedido de realizar um novo parcelamento.

Em outubro passado, o prefeito Eduardo Paes chegou a declarar que só autorizaria que as infrações aplicadas pelo município fossem parceladas se o Detran deixasse de recolher 50% do valor que é pago pelos motoristas.

— Se o presidente do Detran liberar metade do valor que ele toma na boca do caixa, pode ser até que eu parcele. Só para dar informação da placa do veículo, eles cobram da prefeitura metade do valor de cada multa. Se ele parar de cobrar por este serviço, eu autorizo na hora o parcelamento — disse o prefeito, na época.