Posted: 22 Feb 2011 05:08 PM PST
Fonte: ACNUR
Líbios
participam de um protesto na cidade portuária de Tobruk, em fevereiro
de 2011. O líder líbio Muammar Gaddafi lutou uma batalha sangrenta para
manter-se no poder, nesta segunda, enquanto protestos contra seu governo
de 41 anos tomaram conta da capital, Tripoli, depois de dias de
violência no leste do país. Foto tirada em 20 de fevereiro deste ano.
(Foto: STR New/ Reuters)
A agência de refugiados das Nações Unidas declarou em Genebra nesta
terça-feira que está “cada vez mais preocupada” com os riscos que correm
os civis apanhados inadvertidamente na escalada da violência na Líbia,
especialmente solicitantes de refúgio e refugiados.
“Não temos nenhum acesso neste momento à comunidade de refugiados. Ao
longo dos últimos meses temos tentado regularizar nossa presença na
Líbia, e isso limita nosso projeto,” disse a porta voz do ACNUR, Melissa
Fleming, aos jornalistas em Genebra.
Ela acrescentou que alguns dos relatos
que o ACNUR tem recebido de outras fontes são muito preocupantes. “Um
jornalista tem passado informações de somalis em Trípoli que dizem estar
sendo caçados sob acusação de serem mercenários. O jornalista afirma
que eles se sentem presos e têm medo de ir à rua, mesmo que haja pouca
ou nenhuma comida” declarou Fleming.
Acredita-se que muitas pessoas foram mortas na Líbia desde que o
governo do país reprimiu fortemente os protestos contrários ao governo
durante a semana passada. O conflito continua na capital, Tripoli, e em
outros lugares.
Antes das atuais atribulações, o ACNUR havia registrado mais de 8 mil
refugiados na Líbia, além de outros 3 mil casos pendentes de
solicitantes de refúgio. Os principais locais de origem são Chade,
Eritreia, Iraque, Palestina, Somália e Sudão.
“Estamos pedindo a todos os países vizinhos que recepcionem as
pessoas vindas da Líbia que possam estar fugindo de violência e temendo
por suas vidas,” disse Fleming.
