Roberto Abraham Scaruffi: Refugees United Brasil

Wednesday, 25 May 2011

Refugees United Brasil


Refugees United Brasil



Posted: 24 May 2011 08:49 AM PDT
Fonte: Último Segundo
Por Marsílea Gombata
Migrantes em barco se aproximam da baía de Lampedusa, na Itália (28/3/2011) (Foto: AP)


Representante do Alto Comissariado para Refugiados da ONU no Brasil condena política de líderes que falam em fechar fronteiras
Países que mantêm tropas na Líbia têm responsabilidade direta nos conflitos e na consequente fuga em massa de refugiados. A observação é feita pelo representante do Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas (ACNUR) no Brasil, Andrés Ramirez, que lamenta o fato de líderes europeus se negarem a receber refugiados de países em conflito como a Tunísia e a Líbia, no norte da África.
“É lamentável o fato de Estados europeus falarem em fechar fronteiras quando eles mesmos estão envolvidos no conflito”, disse o mexicano Andrés Ramirez, representante do Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas (ACNUR) no Brasil. “É importante que esses Estados europeus abram essas fronteiras para pessoas que estão sofrendo”.
Em abril, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o premiê italiano, Silvio Berlusconi, chegaram a questionar o Tratado de Schengen, ao pedir revisão do princípio de livre circulação dentro do bloco europeu diante da onda de imigrantes fugindo de conflitos no norte da África para o continente europeu. Tal postura, segundo Ramirez, “desrespeita os princípios da própria União Europeia”. “Essa á uma política muito contrária aos direitos humanos que preditam Estados-membros do bloco“, observou.
Segundo o representante, a maioria dos refugiados atuais nem mora em países desenvolvidos, mas sim naqueles em subdesenvolvimento. “Por isso, a Acnur trabalha para assentar essas pessoas em outros países e não, necessariamente, na Itália ou França”, disse.
Ao ressaltar que os imigrantes foram força de trabalho importante em países como Brasil e EUA, Ramirez traçou um paralelo entre a história passada e o atual momento para condenar líderes que se negam a receber refugiados. “Muitos italianos, por exemplo, vieram para Brasil, Argentina, EUA, Uruguai, Venezuela, Peru. (…) Se tivéssemos fechado as portas para eles com a justificativa de que trariam crise ao país, então as imigrações não existiriam no mundo, quando, na verdade, elas ajudaram a fortalecer esses países”, concluiu.
crise no Oriente Médio e no norte da África, especialmente em países como Tunísia e Líbia, levou mais de 30 mil refugiados a fugir para a Itália desde o início dos conflitos.

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Posted: 24 May 2011 08:42 AM PDT
Fonte: AFP
Homem transporta a estrutura de uma cama na localidade de Abyei, na segunda-feira, em foto disponibilizada pela UNMIS. (Foto: Stuart Price/ UNMIS, AFP)
Mais de 15.000 pessoas já escaparam dos combates em Abyei, cidade ocupada pelas forças do Sudão do Norte, para refugiar-se no Sul, indicou nesta terça-feira o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).
“Segundo nossas estimativas, deve haver em Agok cerca de 15.000 refugiados dentro e fora da cidade”, explicou à imprensa a porta-voz do OCHA em Genebra, Elisabeth Byrs.
“Estas pessoas deixaram Abyei. Estão fugindo em direção ao sul”, acrescentou.
Os tanques de Sudão do Norte tomaram no domingo a cidade de Abyei, situada em uma disputada região entre o Norte e o Sul.

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