Roberto Abraham Scaruffi

Friday, 15 April 2011


Refugees United Brasil



Posted: 07 Apr 2011 05:09 PM PDT
Fonte: R7

Soldados franceses patrulham as ruas de Abidjã. A França recebeu cerca de 15 brasileiros em campo de refugiados; segundo embaixadora do Brasil, eles fugiram com medo dos saques e da violência (Foto: Luc Gnago/ Reuters)

Embaixadora diz ao R7 que cerca de 15 fugiram para campo mantido pela França
Entre 12 e 15 brasileiros estão em um campo de refugiados francês na Costa do Marfim, informou ao R7 nesta quinta-feira (7) a embaixadora brasileira no país, Maria Auxiliadora Figueiredo. A nação africana está em guerra civil desde novembro de 2010, quando o presidente Laurent Gbagbo se recusou a transferir o poder a Alassane Ouattara após perder as eleições para o rival.
Nos últimos sete dias, o conflito se intensificou em Abidjã, centro econômico da Costa do Marfim. Forças leais a Ouattara voltaram a bombardear a residência oficial de Gbagbo, onde ele permanece protegido em um abrigo por oficiais que o apoiam.
Antes dos conflitos, havia no país cerca de 200 brasileiros, mas, como muitos já fugiram, ficaram aproximadamente 120.
A embaixadora brasileira contou que a situação da população é dramática e que há dias é impossível andar pelas ruas de Abdjã.
- Houve problemas com brasileiros em bairros onde houve pilhagens. Eles já foram colocados no campo que os franceses têm.
O local, que originalmente é um quartel do Exército francês e fica próximo ao aeroporto do de Abidjã, abriga cerca de 1.700 pessoas, entre franceses e estrangeiros de diversas nacionalidades. Cerca de 12 mil franceses moram na Costa do Marfim.
Maria Auxiliadora disse que é muito difícil ajudar os brasileiros, já que a embaixada não conta com carros blindados ou tanques. A saída tem sido buscar apoio de outras nações ou da ONU (Organização das Nações Unidas).
- Alguns [brasileiros] chegaram [ao campo] de carro. Hoje, como o de clima de guerra melhorou, não há pilhagem. Os brasileiros puderam sair e duas famílias foram dirigindo. [...] Ainda há dois ou três brasileiros que não conseguimos acudir, que não conseguimos que as forças francesas fossem até lá.
Água e comida são escassas na cidade
Maria Auxiliadora conta que, na cidade de Abidjã, está muito complicado conseguir água ou comida.
- Nós, aqui na residência [a embaixada brasileira], temos estoque. Um rapaz brasileiro-ivoriano [marfinense] chegou da Europa e não estava nem um pouco preparado para tudo isso. Ele ficou sem comida, mas agora está melhor a situação dele.
A embaixadora explicou que o espaço aéreo e a fronteira continuam fechados por boa parte do tempo. Mas, quando abrem, estrangeiros – inclusive brasileiros – aproveitam para sair do país.
- Dessa maneira já viajaram seis brasileiros.
Não há empresas do Brasil no país africano. A maioria dos brasileiros por lá são freiras, missionários ou brasileiras casadas com libaneses e nascidos na Costa do Marfim, e seus filhos.
A embaixada foi criada e 1969, quando o Brasil e a Costa do Marfim mantinham relações mais estreitas. Segundo Maria Auxiliadora, o Banco do Brasil, o Banco Real e a Varig tinham postos lá, na época do regime militar brasileiro. Mas, com mudanças na economia, as relações escassearam. Hoje, o Brasil compra da Costa do Marfim, principalmente, cacau e castanha de caju.

Filed under: Notícias
Posted: 07 Apr 2011 04:53 PM PDT
Fonte: ACNUR

Beneficiário de um programa de micro-crédito realizado com o apoio do ACNUR na Venezuela em sua granja avícola. (Foto: ACNUR)


Projeto conjunto do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e da Fundação para o Desenvolvimento de Táchira (FUNDESTA) abre novas oportunidades de soluções duradouras para refugiados e solicitantes de refúgio que residem na Venezuela. O representante da agência internacional no país e o presidente da entidade vinculada ao governo do estado assinaram um convênio que amplia a cooperação na área de micro-finanças.
O projeto conjunto oferece aos refugiados acesso a micro-créditos individuais, que variam entre 1.5 e 3 mil bolívares fortes (Bs.F.), e associativo, entre 3 a 6 mil Bs.F., com um prazo de pagamento de 18 meses. Novos créditos para clientes com bons cadastros poderão alcançar o valor de 2.5 a 5 mil, a uma taxa de juros anual de 6% para todos os recursos distribuídos. Em 2011 o projeto busca designar 200 mil Bs.F às pessoas que precisam de proteção internacional, e houve uma flexibilização das condições para se candidatar ao crédito.
A equipe do ACNUR conseguiu que se tornassem elegíveis pessoas com certificado de refúgio emitido pelo Comitê Nacional de Refugiados e solicitantes de refúgio com protocolo provisório com dois meses de vigência. Desde o início de 2008, 112 famílias se beneficiaram das contribuições financeiras, acedendo a um valor global de 211 mil bolívares fortes – em 2011 é esperada a inclusão de 60 novas famílias.
Por meio desta ferramenta financeira, o ACNUR e a FUNDESTA buscam promover uma integração social digna para os refugiados e, consequentemente, o fortalecimento de seus direitos. Contribuem também para a geração de empregos, diretos e indiretos, e para uma melhor convivência entre famílias refugiadas e comunidades acolhedoras.