Posted: 10 Feb 2011 11:49 AM PST
Fonte: ACNUR
Funcionários
do ACNUR e da Organização Internacional para as Migrações registram os
deslocados internos no oeste da Costa do Marfim. (Foto: B. Kouame)
Enquanto as tensões aumentam e pessoas continuam fungindo de suas
casas na Costa do Marfim, o Alto Comissário das Nações Unidas para
Refugiados, António Guterres, pediu hoje um fim urgente para o impasse
político que está paralisando o país e incitando à violência.
“A paralisia política está se arraigando profundamente, fazendo a
situação humanitária piorar a cada dia”, disse Guterres. “As pessoas
estão com muito medo”.
Guterres expressou preocupação pelos 35
mil refugiados marfinenses registrados pelo ACNUR na vizinha Libéria que
fugiram da crescente instabilidade.
O Alto Comissário também notou que o ACNUR já registrou 35 mil
deslocados internos no oeste da Costa do Marfim, que precisam de abrigo e
ajuda básica. O ACNUR e outras organizações humanitárias estão
organizando uma resposta emergencial para lidar com as necessidades
imediatas.
“Se a situação continuar, nós enfrentaremos o risco de um possível
deslocamento em massa de marfinenses”, afirmou Guterres. Ele notou que
isso também poderia impactar negativamente a Libéria, país que se
recupera de sua própria guerra civil, e outros países na região. “Dadas
estas circunstâncias, eu elogio a Libéria por manter suas fronteiras
abertas e o povo liberiano por disponibilizar e dividir generosamente
seus lares e seus escassos recursos”. Guterres clamou por solidariedade
internacional com os marfinenses e os liberianos que os acolhem.
“A ação política internacional é urgentemente necessária para
resolver este impasse e restaurar a calma,” acrescentou Guterres. “Todos
os cidadãos da Costa do Marfim deveriam se sentir seguros em suas casas
e não mais forçados a fugir em busca de segurança”.
